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Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é "muito" para ser insignificante". (Charles Chaplin)


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“.... e aprendi que se depende sempre de tanta, muita, diferente gente. Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas. E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá. E tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar ....”

(Gonzaguinha)

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domingo, 15 de maio de 2011

DIA DO GARI


16 DE ABRIL

INTRODUÇÃO

Estudos realizados com os coletores de lixo ou garis apontam para importância do trabalho desses profissionais tanto para a saúde e bem estar da sociedade civil, como para as questões de saneamento básico de uma cidade e o embelezamento da mesma. Mas também sabemos, o quanto essa classe de trabalhadores é desvalorizada, realizam suas atividades de trabalho de uma forma árdua, sujeitos a todos os tipos de intempéries climáticas, com mínimas condições de trabalho, expostos constantemente aos mais variados tipos riscos e preconceitos. (SANTOS, 1999)
Os coletores de lixo ou Gari, ou ainda vulgarmente conhecidos como “lixeiros”, são os profissionais responsáveis pelo recolhimento de lixo acumulado em logradouros públicos e outros locais, despejando-os em veículos e depósitos apropriados, a fim de contribuir para a limpeza destes locais. (Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, 1982). Porém, em nosso estudo iremos utilizar terminação Gari, para denominar não só os coletores de lixo domiciliar/industrial, mas também os responsáveis pela varrição das vias e praças públicas (setor da varrição), pela capina das ruas, por podar árvores ornamentais, realizar trabalhos de jardinagem, manter terrenos e passeios de propriedade do Patrimônio Público Municipal, cultivar canteiros de praças e jardins públicos (setor da capina); selecionar o lixo no depósito de reciclagem (usina de reciclagem), retirar animais abandonados das ruas e mantê-los sob cuidados no canil (setor do canil).
Os Garis estão sujeitos a altos riscos de acidentes de trabalho e a uma alta carga de trabalho que exige desses profissionais grandes esforços físicos e mentais, trazendo desse modo, danos a sua saúde e a um baixo rendimento no trabalho, conforme mostra a revisão bibliográfica exposta a seguir.
Em um estudo realizado por Madruga (2002), sobre as cargas de trabalho encontradas nos coletores de lixo, constatou-se que esses trabalhadores estão expostos a uma carga psíquica constante relacionada a uma atenção permanente exigida nas tarefas, a insegurança, a falta de perspectiva, um ritmo diário de trabalho que se torna desgastante, a falta de reconhecimento, falta de valorização, irritação em relação ao ruído constante, assim como desgastes físicos e emocionais, devido a exposição ao perigo e exigência da responsabilidade na tarefa.
Santos (1994) sobre condições de saúde e trabalho dos coletores de lixo da cidade de São Paulo assinalou que no sistema de coleta de lixo existem condições inadequadas e insalubres, exposição a acidentes de trabalho, e que havia, também, pontos positivos, como a questão da liberdade, do coleguismo e da antecipação da jornada diária de trabalho, daí a ambigüidade, ou seja, parte do principio de que esta atividade pode ser fonte, tanto de prazer quanto de sofrimento.
No estudo de Santos (1994) os coletores apontaram dez grandes distúrbios aos quais estão sujeitos: problemas de pele, problema auditivo, problemas no trato urinário ou de necessidades, leptospirose, tétano, Aids, problemas respiratórios ou pulmonares, problemas nos músculos esqueléticos, nervosismo e preocupação e distúrbios no aparelho digestivo. Os problemas de nervosismo e preocupação estão relacionados a problemas de cabeça, dores estomacais, dores de cabeça, pressão alta e são associados ao ritmo de trabalho, a pressão das empresas, as precárias condições de vida e principalmente ao estar trabalhando e estar desempregado. Relacionam muitas de suas doenças a “ansiedade” que sentem em algumas situações, como o medo do desemprego.
Diante dessas informações podemos verificar os vários tipos de tensões, esforços, desgastes físicos e psicológicos oriundos da profissão de gari. Os dados oferecidos por essa revisão bibliográfica nos fazem pensar na possibilidade de existir nessa profissão consideráveis níveis de stress.
Fonte: www.virtu.ufjf.br

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