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“Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é "muito" para ser insignificante". (Charles Chaplin)


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“.... e aprendi que se depende sempre de tanta, muita, diferente gente. Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas. E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá. E tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar ....”

(Gonzaguinha)

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As 100 linguagens das crianças


Não sobrou pedra sob pedra na cidade italiana de Reggio Emilia depois da segunda guerra mundial: ruas, escolas, casas… Tudo havia sido bombardeado. Para não privar os filhos do direito de estudar, um grupo de pais se organizou, reuniu material dos escombros, conseguiu um terreno e construiu uma escola. Um jovem que passava de bicicleta gostou do que viu e resolveu ficar. Loris Malaguzzi criaria ali, em 1946, naquele ambiente marcado pela destruição, uma forma de trabalhar o ensino infantil que viria influenciar escolas do mundo inteiro, inclusive no Brasil, que estimula crianças a usarem todas as suas maneiras de expressão, leva a produção dos pequenos para fora da escola e traz a comunidade para dentro.

“A criança tem milhões de linguagens. Quando ela chega na escola, normalmente são privilegiadas as dimensões escrita e oral. Mas as crianças podem se expressar de diversas outras formas”, diz Paola Capraro, diretora da escola bilíngue Eugenio Montale, que fica em São Paulo e usa a abordagem. E por apostar em todas as linguagens com as quais as crianças se comunicam, preceito muito defendido pelo fundador Malaguzzi, o sistema reggiano vê a criança como um ser forte, pensante, com visão própria de mundo.
Ao contrário do que ocorre no ensino tradicional, as crianças não se juntam por idade, mas por interesses. Um grupo pode ter, por exemplo, alunos de três a seis anos que se unem para trabalhar juntos em um projeto, que pode ser entender como uma ponte funciona. Enquanto uma equipe vai pesquisar quais são as pontes mais importantes do mundo, outra decide que vai construir um protótipo de argila e outra trabalha com figuras geométricas. Ao fim, as equipes voltam a se reunir, contam o que descobriram e se aprofundam em assuntos que julgarem importantes. Os aprendizados vão incluir as disciplinas tradicionais, como matemática, história, geografia, e outras capacidades, como capacidade de trabalhar em equipe, habilidades manuais e persistência.
“O mundo não é separado por áreas como a escola. No projeto, todas as matérias são discutidas diante da realidade como ela é”, diz Paola. Nesse ponto, ter um grupo heterogêneo quanto à idade também ajuda. “Como acreditamos que todo mundo pode aprender com todo mundo, essa questão da idade cai por terra”, afirma. Dessa forma, diz a diretora, o aprendizado é uma via de mão dupla: a criança menor aprende com a maior porque tem menos experiência de vida; a maior, ao ajudar a menor, precisa refletir e reorganizar o conhecimento que tem; maiores e menores aprendem juntas a respeitar as diferentes opiniões e, assim, vão se acostumando com conceitos como tolerância, paciência, democracia e empatia.
Segundo a abordagem Reggiana, os grupos de crianças devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar, capaz de trabalhar com as diferentes linguagens que a criança pode desenvolver. Até por isso, normalmente um profissional ligado às artes, chamado na Itália de atelierista, acompanha os trabalhos. Essa vocação é tão forte que, agora mesmo, quem visita Reggio Emilia encontra parte da ciclovia da cidade e a cortina do teatro municipal enfeitadas com desenhos feitos por crianças das escolas locais, o que reforça o vínculo com a comunidade, outra característica determinante da abordagem.
“Essa relação direta [entre escola e comunidade] se dá pelos eventos que são organizados na cidade em diálogo com a escola, pela criação de um centro de formação de educadores que também atende a comunidade e pela existência de um centro de materiais reciclados que abastece os ateliês das escolas”, diz Nana Giovedi, diretora de educação infantil do Colégio Oswald de Andrade, que visitou a cidade com uma a Rede Solare, um grupo da América Latina que estuda a abordagem Reggiana.

Aprendiz

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

QUEM É O PEDAGOGO SEGUNDO LIBÂNEO

Segundo Libâneo:
“Pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e assimilação ativa de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos de formação histórica. Em outras palavras, pedagogo é um profissional que lida com fatos, estruturas, contextos, situações, referentes à prática educativa em suas várias modalidades e manifestações.”
“A atuação do pedagogo escolar é imprescindível na ajuda aos professores no aprimoramento do seu desempenho na sala de aula(conteúdos, métodos, técnicas,formas de organização da classe),na análise e compreensão das situações de ensino com base nos conhecimentos teóricos, ou seja, na vinculação entre as áreas do conhecimento pedagógico e o trabalho de sala de aula.” (LIBÂNEO, 1996)
Referências:
LIBÂNEO, J. C. Pedagogia, Ciência da Educação? Selma G. Pimenta (Org.). São Paulo; Cortez, 1996, p. 127.

Quem é o pedagogo na escola? Segundo Saviani:


"Pedagogo é aquele que possibilita o acesso à cultura, organizando o processo de formação cultural. É , pois, aquele que domina as formas, os procedimentos, os métodos através dos quais se chega ao domínio do patrimônio cultural acumulado pela humanidade. (...) A palavra pedagogia traz sempre ressonâncias metodológicas, isto é, de caminho através do qual se chega a determinado lugar. Aliás, isto já está presente na etimologia da palavra: conduzir (por um caminho) até determinado lugar."
Assim:
"Empenhem-se no domínio das formas que possam garantir às camadas populares o ingresso na cultura letrada, vale dizer, apropriação dos conhecimentos sistematizados. E, no interior das escolas, lembrem-se sempre de que o papel próprio de vocês será provê-las de organização tal que cada criança, cada educando, em especial aquele das camadas trabalhadoras, não veja frustrada a sua aspiração de assimilar os conhecimentos metódicos incorporando-os como instrumento irreversível a partir do qual será possível conferir uma nova qualidade às sua lutas no seio da sociedade". (SAVIANI,1985)